Alopecia Androgenética (Calvície)

Ocorre tanto no homem quanto na mulher, porém com padrões diferentes, que serão relatados separadamente. A calvície é um quadro de herança genética tendo participação hormonal.

Calvície Masculina

Inicia-se pela perda de cabelos na fronte do couro cabeludo, com entradas laterais e afinamento dos pelos. A progressão pode ser lenta ou rápida, sendo geralmente mais intensa quanto mais cedo se iniciar. Quando o início é precoce, na adolescência, a evolução é mais rápida e a calvície atinge quase todo o couro cabeludo. Geralmente, no homem, a alopecia acompanha-se de seborreia, pelo estímulo dos hormônios masculinos às glândulas sebáceas. É possível, que, pela alteração genética haja maior sensibilidade das glândulas sebáceas à testosterona e que a seborreia possa representar um fator agravante na calvície.

Calvície Feminina

Apresenta uma rarefação de pelos, mais difusa localizada no topo da cabeça sem apresentar áreas de entrada. Pode ter início na adolescência quando são geneticamente predispostos ou na menopausa, que é a fase em que são comuns as alterações hormonais. Em casos de início precoce e/ou com outros sinais de hiperandrogenismo (aumento do hormônio masculino) que são acne, aumento de pelos na face e alterações menstruais, convém realizar investigação endocrinológica visando, especialmente a síndrome dos ovários policísticos e SAHA (seborreia, acne, hirsutismo, alopecia). É importante ressaltar, no entanto, que a maioria dos casos de alopecia androgenética na mulher tem uma avaliação hormonal normal. Associados à alopecia, ocorrem, com frequência seborreia e hiperidrose (suor excessivo).

Tratamento para calvície

O tratamento da calvície masculina e feminina pode ser realizado de maneira tópica, sistêmica ou cirúrgica.

As medicações tópicas existentes são minoxidil e 17-alfa-estradiol. O minoxidil é utilizado, há vários anos, na estimulação dos pelos. É utilizado na concentração de 2 a 5 % ,2x ao dia, e os resultados terapêuticos, quando ocorrem, se fazem a partir do terceiro mês, mantendo-se apenas enquanto for aplicada a medicação, ou seja, interrompendo a aplicação, volta a cair os cabelos novamente. A eficácia é semelhante tanto no homem quanto na mulher.

O tratamento sistêmico, no homem, é feito através da finasterida. Os resultados são observados após 6 meses a 1 ano de uso. É necessário manter o seu uso indefinidamente, pois geralmente ocorre nova queda dos cabelos após sua suspensão.

Os principais efeitos colaterais da finasterida (diminuição da libido e disfunção erétil) podem ocorrer em uma minoria de pacientes ( em torno de 2%) e cessam com a suspensão do medicamento.

Na mulher, dá-se preferência à terapêutica tópica. Em casos mais avançados e resistentes ao tratamento clínico, a técnica de microimplantes capilares é de extrema utilidade na melhora dos pacientes.

A aplicação de células-tronco no tratamento das alopecias androgenéticas dentro de poucos anos poderá estar disponível.